Psicanálise · 30 anos de escuta

Dúvidas, impasses, conflitos e ansiedade não se resolvem sozinhos — nem só com medicação.

Atendimento psicanalítico on-line para adultos, e consultoria a pais e casais que buscam clareza sobre uma questão específica.

Atendimento on-line — Brasil e exterior · Não trabalho com convênios

Sobre mim

Um espaço para escutar o que ainda não foi dito.

Cheguei à psicanálise por um caminho sinuoso. Depois de quatro anos de faculdade em Comércio Exterior, aprendi na pele como um sintoma pode sair caro — tanto em dinheiro quanto no nosso ativo mais valioso: o tempo.

Foi buscando a ajuda de um analista, para escolher uma profissão que ao menos não me entediasse, que identifiquei o nó que me impedia de decidir a meu favor. A experiência foi tão gratificante que decidi me tornar psicanalista.

Formei-me em Freud e Klein no CEP de PA, ao longo de dez anos, e depois dediquei mais oito anos a Lacan na APPOA. Hoje atendo somente on-line — uma modalidade que, na minha experiência, se mostrou eficaz e aproximou quem mora em outra cidade ou país. Ainda assim, cada caso se avalia individualmente.

Áreas de atuação

Sobre o que as pessoas costumam chegar.

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01Ansiedade
Uma emoção natural que, em excesso, vira um desassossego constante.

A ansiedade é uma emoção natural que todos nós experimentamos. Em doses adequadas, ela pode nos impulsionar a sermos criativos e a resolver problemas de forma eficaz. No entanto, atualmente, essa emoção tem se manifestado de maneira mais incômoda, como um desassossego constante.

Originalmente a ansiedade foi projetada pela natureza para nos ajudar a reagir a situações desafiadoras ou potencialmente perigosas. Mas, ao longo da evolução da espécie, fomos “alertados” não apenas para perigos externos, mas também para os que vêm de dentro de nós mesmos. Contudo, esse sinal também foi se modificando, conforme os preceitos de cada época da nossa história.

Hoje a ansiedade não deriva tanto de desejos e fantasias considerados proibidos, como ocorria nos séculos passados. Agora ela surge de uma combinação das instabilidades do mundo, como, por exemplo, a pressão contínua por desempenho e performance, que, no cenário atual, representa a sobrevivência.

Além disso existe mais um aspecto que intensifica a ansiedade: nossos conflitos internos. A boa notícia é que esses conflitos dependem de nós para serem solucionados ou mitigados.

Alguns tipos da expressão da ansiedade

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): ansiedade persistente e excessiva sobre diversas áreas da vida.
  • Transtorno do Pânico: ataques súbitos e intensos de medo, acompanhados por sintomas físicos.
  • Fobias Específicas: medo intenso de objetos ou situações específicas, como aranhas ou altura.
  • Transtorno de Ansiedade Social: medo intenso de ser julgado em situações sociais.
  • Transtorno de Estresse Pós-traumático (TEPT): ansiedade decorrente de eventos traumáticos passados.

O que é possível fazer?

  • Capitalizar o sofrimento: tornar nossos desejos e medos claros para nós mesmos, ao mesmo tempo que criamos ferramentas que nos ajudem a transformá-los em ações a nosso favor.
  • Ter um espaço seguro, sem julgamentos ou pressão de tempo, para explorar e criar alternativas para sair deste “frenesi” que só nos leva “ladeira abaixo”.
02Depressão
Uma tristeza persistente com muitas origens — e um diagnóstico preciso importa.

A depressão é uma condição complexa e única. Ela é caracterizada por uma sensação persistente de tristeza, desânimo e perda de interesse. Ou ainda, apresenta o desaparecimento de prazer em atividades que eram normalmente agradáveis.

A depressão resulta de uma combinação de diversos fatores que influenciam cada indivíduo de forma distinta. Abaixo cito alguns:

Fatores envolvidos na depressão

  1. Herança familiar e predisposições genéticas.
  2. Eventos e percepções que ocorreram na infância, somados às interpretações e conclusões a que chegamos.
  3. Escolhas feitas ao longo da vida e como justificamos essas escolhas diante de nós mesmos.
  4. Situações, desafios e mudanças recentes que estão nos impactando de maneira negativa.
  5. A influência das condições sociais e culturais atuais, nem sempre benéficas.

O que é possível fazer?

  • Em primeiro lugar, um diagnóstico preciso é fundamental. Muitos dos sintomas mencionados estão presentes em várias afecções.
  • Acredito que um tratamento pela fala, acompanhado ou não de medicação, é necessário. É importante um espaço para que as pessoas possam falar do seu mal-estar e se reposicionarem, segundo suas características pessoais.
03Transições de vida
Toda passagem — do primeiro dia de escola à aposentadoria — pede reajuste.

Desde o primeiro dia de escola até a aposentadoria, os momentos de transição são desafiadores. Precisamos lidar com as dores das perdas, que sempre ocorrem e absorvem os ganhos. Pode parecer incompreensível, mas receber coisas boas também pode nos deixar ansiosos. Muitas vezes, não prestamos atenção a esse ângulo da questão.

Nas transições de vida, é essencial reconhecer nossas forças e fraquezas. E se decidirmos, também podemos transformar nossas partes débeis em recursos.

As mudanças que ocorrem podem ser previsíveis, como formaturas e casamentos; ou inesperadas, como a perda repentina de um ente querido. Mas, independentemente de sua natureza, acontecimentos importantes exigem reajustes.

Se pensarmos bem, a vida não é apenas algo a ser vivido passivamente, mas um projeto em constante construção. Respostas prontas não existem mais; e se existem, não funcionam. Cada um precisa construir suas próprias respostas e descobrir o que faz sentido para si.

O que é possível fazer?

  • Se esses momentos de passagem se tornarem difíceis, ou se as pessoas quiserem ampliar seu patrimônio psicológico, é importante transformar o acúmulo de vivências em experiências significativas. Ter um espaço de reflexão pode ser inestimável para colocar essa bagagem na mochila da vida.
04Estresse no trabalho
Quando a pressão por desempenho e os conflitos pessoais adoecem.

O estresse no trabalho é um tema constante nas sessões de análise. A cultura corporativa, junto com as características da sociedade contemporânea, cria um cenário propício para a insatisfação, insegurança e impotência. A boa notícia é que algumas empresas de vanguarda estão atentas e buscam mudar essa realidade, favorecendo soluções criativas por parte de seus colaboradores.

No entanto, também é correto afirmar que os conflitos pessoais agravam esse quadro proposto pela nossa época.

Algumas causas do adoecimento no trabalho

  • Pressão constante por desempenho e performance.
  • Imposição de metas cada vez mais altas.
  • Falta de reconhecimento e/ou clareza nos critérios de avaliação.
  • Exigência de disponibilidade constante, impedindo o descanso necessário.
  • Dinâmicas de poder prejudiciais adotadas por alguns gestores.
  • Comportamentos que incentivam a competição excessiva para aumentar a produtividade.

O que é possível fazer?

  • Diante de tantos desafios, incentivo as pessoas a resolverem seus dilemas internos para que possam buscar trabalhos alinhados com seus interesses pessoais.
05Precisamos falar sobre o amor
Em cada época, o amor nos testa de um jeito diferente.

Em todas as épocas o amor nos desafia, porém em cada uma delas ele nos testa de maneira diferente. A complexidade das relações amorosas no século XXI é influenciada por mudanças culturais, tecnológicas e sociais, que podem gerar diversas dúvidas.

No entanto, para os conflitos amorosos crônicos, encontram-se três ingredientes em larga escala, que podem estar juntos ou separados: um desconhecimento profundo de si, a intolerância e o medo.

O que é possível fazer?

  • Em primeiro lugar, precisamos nos conhecer.
  • Segundo, nos respondermos que tipo de vida amorosa desejamos ter.
  • E em terceiro lugar, trabalhar para retirar ou minimizar os obstáculos que nos impedem de acessar a vida amorosa que desejamos conquistar.
06Particularidades LGBTQ+
Um espaço seguro para viver a própria identidade sem imposições.

A homossexualidade foi considerada uma doença mental até 1973, quando foi removida do DSM-II; a Organização Mundial da Saúde a retirou de sua lista de doenças apenas em 1990. Desde então, é amplamente reconhecida como uma variação normal da sexualidade humana.

Entretanto, esse tempo não foi suficiente para uma mudança verdadeira e profunda do preconceito. As pessoas ainda podem enfrentar pressões ao exercer sua sexualidade socialmente. A identidade de gênero se enquadra no mesmo contexto: as pessoas deveriam ter liberdade e tranquilidade para decidir quem querem ser, sem imposições.

O que é possível fazer?

  • Trabalhar na aceitação de si é fundamental — refletir sobre a identidade e reconhecer o próprio valor. A terapia, com profissionais que entendem as questões LGBTQ+, pode oferecer um espaço seguro para explorar conflitos e dúvidas.
  • Buscar conhecimento, ler histórias de outras pessoas e conhecer a história da sexualidade humana fortalece a identidade.
  • Estabelecer relacionamentos com pessoas que oferecem apoio, aceitação e respeito, e priorizar o bem-estar físico e emocional.
07Parentalidade
“Estamos no caminho certo?” — a pergunta que ecoa todo dia.

Criar filhos tornou-se uma tarefa complexa, especialmente em meio a tantas transformações sociais e tecnológicas. As dificuldades enfrentadas hoje são distintas das vividas pelas gerações passadas. Com um maior volume de informações, as exigências também aumentaram. Surge, então, a pergunta que ecoa diariamente na mente dos pais: estamos no caminho certo?

O que é possível fazer?

  • Às vezes, uma consultoria com um profissional pode ser suficiente para alinhar as dificuldades enfrentadas pelos pais e buscar soluções que enriqueçam a todos.
  • Quando os desafios tocam em sintomas parentais mais profundos, pode ser necessário um trabalho mais constante para resolver esses problemas.
08Mudança de país
Cruzar a fronteira mexe com o que temos de mais sensível.

Quando as pessoas decidem mudar de país ou participar de um intercâmbio, embarcam em uma jornada repleta de novas experiências. A imersão em um contexto desconhecido favorece o crescimento pessoal e amplia horizontes — mas é comum enfrentar desafios: idioma, novos costumes, distância da família, recomeço da rede de contatos, clima, burocracias e um novo custo de vida.

Ao cruzarmos a fronteira do nosso país de origem, não estamos apenas atravessando aquela margem. O manto protetor do familiar se desvanece, e nos encontramos expostos nas áreas mais sensíveis de nossa psique — como o conceito que temos sobre nosso valor e o sentimento de pertencimento.

O que é possível fazer?

  • Estar acompanhado por um profissional com experiência nesse tipo de situação é uma das melhores soluções. Podemos sair dessa jornada com um patrimônio de aprendizado — ou nos sentir derrotados.
  • Abraçar, na medida do possível, a nova cultura, sem que isso signifique renunciar à própria cultura de origem.

Como funciona

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As sessões podem ser feitas pelo WhatsApp ou pelo Zoom. Recomendo o Zoom, por ser uma plataforma em que a conexão costuma ser mais estável.

O aplicativo

O Zoom pode ser instalado no computador, celular ou iPad. A conta é gratuita — basta preencher os dados.

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